Transporte no Floema

A abundância de dados relacionados com a translocação da seiva floémica permitiu estabe­lecer a sua composição química bem como o sentido da translocação. De entre esses dados salientam-se:

  • Cortes anelares de casca, contendo tecido floémico, efectuados em caules de diferentes plantas provocam um entumescimento na parte superior do corte devido à acumulação de Estes cortes permitiram determinar o sentido do movimento da seiva dos órgãos produtores para os órgãos onde se verifica consumo ou reserva.
  • A utilização experimental de afídios, ou pulgões, permitiu estabelecer a composição quí­mica da seiva floémica (solução constituída por açúcares, sobretudo a sacarose, encon­trando-se também em menores quantidades aminoácidos, iões minerais, nucleótidos, lípi­dos e as substâncias reguladoras das plantas — as fito-hormonas).
  • O uso de substâncias radioactivas, como marcadores dos solutos floémicos, permitiu observar alguns aspectos fundamentais do seu transporte, como o fluxo bidireccional (translocação em dois sentidos: das folhas para a raiz e desta para as folhas) e a variação da velocidade de translocação floémica ao longo do ano e ao longo do dia.