Planetas, Asteróides e Meteoritos

O Sistema Solar tem como centro uma estrela, o Sol, à volta da qual giram os planetas, os planetas-anões e pequenos corpos onde se incluem os asteróides e os cometas.

Planetas

De acordo com as suas características, os planetas são agrupados em planetas telúricos ou interiores (Mercúrio, Vénus, Terra e Marte) e planetas gigantes ou exteriores (Júpiter, Saturno, Úrano, e Neptuno), separados pela cintura de asteróides. Orbitando a maior parte dos planetas encontram-se as luas ou satélites.

Asteróides

Os Asteróides são corpos rochosos que se movimentam principalmente entre as órbitas de Marte e Júpiter,  formando um gigantesco anel denominado cintura de asteróides. Os asterói­des têm tamanhos relativamente pequenos, sendo as suas formas muito variáveis: desde as esféricas, no caso dos asteróides de grandes tamanhos, às irregulares, no caso dos mais pequenos. Para alguns cientistas, os asteróides correspondem a material interplanetário que não foi capaz de se aglutinar e dar origem a um planeta. Uma hipótese menos provável afirma que os asteróides são restos de um planeta que se terá fragmentado em tempos remotos.

De um modo geral, podemos dizer que todos os asteróides têm na sua constituição níquel, ferro e silicatos. Alguns destes corpos celestes são considerados como “relíquias” a matéria primitiva do Sistema Solar, fornecendo-nos importantes conhecimentos sobre a composição da nébula e a formação do Sistema Solar.

Como as órbitas dos asteróides são muito próximas colidem com frequência, originando fragmentos de tamanhos diversos que são projectados para além dessas órbitas.

Meteoritos

Fragmentos de dimensão muito variável, sem trajectória definida, podem ter origem em aste­róides, com maior frequência, ou na desintegração de cometas. Estes fragmentos, ao entrarem na atmosfera aquecem devido ao atrito, podendo desintegrar-se total ou parcialmente com emissão de luz. Os fragmentos que atingem a superfície terrestre ou a de outros planetas chamam-se meteoritos. Os maiores de entre eles, quando caem, originam uma depressão na superfície denominada cratera de impacto.

Admite-se que os meteoritos possam surgir de várias formas, das quais se destacam:

  • Os asteróides de maiores dimensões, formados durante o processo de acreção desenvolve­ram no seu interior elevadas temperaturas que permitiram a diferenciação gravítica dos materiais. Os materiais mais leves, como os silicatos, dispuseram-se nas camadas superfi­ciais, enquanto os materiais metálicos, mais pesados, constituíram o núcleo dos asteroides. Ao fragmentarem-se, os asteróides originaram diferentes tipos de meteoritos.
  • Outros meteoritos corresponderão a asteróides de menores dimensões que nunca sofreram diferenciação, sendo, portanto, constituídos por matéria semelhante à existente na nébula. Estes meteoritos são dos mais antigos corpos do Sistema Solar.

O estudo dos meteoritos é de grande importância, uma vez que nos permite:

  • Compreender os mecanismos que levaram à formação e diferenciação do planeta Terra;
  • Formular hipóteses sobre a composição química do interior da Terra;
  • Determinar a idade da Terra e do Sistema Solar.

Cometas

Os cometas são definidos como corpos celestes rochosos e pequenos (com diâmetros de 8 km a 10 km), de reduzida massa e órbitas elípticas muito excêntricas em relação ao Sol. São forma­dos por gelo, metano, amónia e minerais ricos em carbono. Estão sujeitos a atracções gravitacio­nais, podendo ser capturados por planetas ou sofrer fragmentação.

Os núcleos dos cometas, a par de alguns meteoritos, são dos corpos mais primitivos do Sis­tema Solar, pois não sofreram diferenciação. A sua composição química fornece-nos, pois, indicações preciosas sobre a nébula originária do Sistema Solar.