Mutações nos Cromossomas

Durante a meiose podem ocorrer anomalias — as mutações cromossómicas — que alteram a estrutura dos cromossomas ou o seu número nas células resultantes. Estas mutações podem ser estruturais, se modificam a disposição dos genes nos cromossomas, ou numéricas, se alteram o seu número. A perda de porções do cromossoma (deleção), a sua duplicação (duplicação) e a troca de segmentos entre cromossomas de pares diferentes (translocação) são exemplos de mutações cromossómicas estruturais. A não separação dos cromossomas de um par de homólo­gos, durante a anafase I, ou dos cromatídios do mesmo cromossoma, durante a anafase II, con­duzem, no final da meiose, à formação de células reprodutoras com um número anormal de cromossomas, ocorrendo assim mutações numéricas. As células portadoras destas mutações podem vir a originar indivíduos que desenvolvem graves doenças genéticas.

A diversidade genética, resultante da reprodução sexuada, traduz-se nas diferenças que os seres da mesma população apresentam, constituindo uma vantagem num ambiente em mudança. Nesta situação poderão existir na população indivíduos com características que permitem a adap­tação às novas condições, enquanto outros tenderão a ser eliminados. Em contrapartida, na reprodução assexuada todos os indivíduos dela resultantes tendem a possuir a mesma informação genética, o que se traduz numa uniformidade das populações. Esta conservação das característi­cas poderá ser vantajosa num ambiente que não se altere. No entanto, caso o ambiente mude, a população pode desaparecer, porque não existem indivíduos com características que favorecem a adaptação ao novo ambiente. Pontualmente, mesmo nestas populações, a adaptação ao novo ambiente pode surgir como consequência de mutações.