Evolucionismo vs Fixismo

Até meados do século XIX, a diversidade do mundo vivo era explicada, fundamentalmente, como resultado de um acto de criação divino, mantendo-se as diferentes espécies inalteradas ao longo do tempo desde o momento da sua criação. De acordo com esta perspectiva criacionista, as espécies são fixas e imutáveis e, como tal, não sofrem alterações. Esta explicação, conhecida como fixismo, considera a Natureza como um sistema ordenado e estável, onde cada forma viva, criada para um determinado fim, está perfeitamente adaptada.

Se bem que as raízes do evolucionismo mergulhem nas ideias de vários autores dos séculos XVII e XVIII, que defendiam a transformação das espécies, foi no século XIX que as ideias transformistas ganharam força, acabando por impor o evolucionismo_como paradigma da origem e diversidade das espécies. De entre os principais defensores das ideias de evolução destacam-se Lamarck e Darwin. As suas teorias defendem a n-iodificação lenta e gradual das espécies ao longo do tempo, diferindo nos mecanismos propostos para explicar o processo evolutivo. O evolucionismo, ao defender que as espécies evoluem e dão origem a novas espécies, está em clara oposição com o fixismo. Esta oposição provocou acalorados debates que se têm prolongado até aos nossos dias, onde argumentos de natureza científica são confrontados com argumentos de natureza religiosa. Para além desta frente de debate, que tem sido fonte de alguma tensão social, ó evolucionismo continua a ser objecto de aceso debate científico, sobretudo quanto aos mecanismos evolutivos.